A história do whisky no mundo

Não se sabe ao certo quem criou. Há quem diga que foram os monges irlandeses, outros acham que foram monges escoceses. Indianos já tentaram revogar a paternidade da bebida.

A questão é que o whisky é uma das bebidas mais populares que circulam no mundo, sendo consumido em todos os continentes, seja puro, com gelo ou servindo de base em diferentes drinks.

A produção que se enraizou no norte da Europa hoje tem diferentes ingredientes e sabores, além de ser possível encontrar whiskies típicos em diversos territórios, inclusive no Brasil.

A seguir, separamos algumas curiosidades sobre essa antiga história até chegar na variedade de combinações que os brasileiros criam para desfrutar da bebida.

A água da vida

O whisky era produzido principalmente por monges. Nos monastérios era utilizado para fins medicinais, pois sua composição conta com diferentes ervas, por isso, o nome dado para a bebida era aqua vitae.

Na variante gaélica, típica da região da Irlanda, seria uisge beatha, que, com o tempo, deu origem à palavra whisky.

Mas o whisky não é escocês? Sim, existe a variação da bebida na escócia, país no qual ficou mais encorpada e com o processo mais experiente de maturação, tendo mais credibilidade, além de o clima do país ser mais propício para a produção.

Na Irlanda, entretanto, há uma relação com St. Patrick, padroeiro dos irlandeses e, de acordo com algumas fontes históricas, um possível responsável pela fabricação de uma bebida que levava os mesmos ingredientes do whisky, no ano 400.

Mas voltando à Escócia, o primeiro registro da bebida em documentos se deu em um pedido de 48 galões de malta para seu rei, James IV, que solicitou o uisge beatha.

Mesmo com a Europa levando boa parte dos créditos, apesar da inexatidão das informações, o Oriente Médio, mais especificamente na região onde hoje está o Iraque,  foram feitas descobertas arqueológicas sobre o processo de destilação.

Esses estudos foram feitos no século VIII, mas só chegaram ao Ocidente no século XII. Nas Américas, o whisky chegou apenas no século XVIII, com imigrantes escoceses e irlandeses. No Japão, apenas no século XX.

Maturação

A maturação do whisky é feita geralmente em barris de carvalho, devido à vedação e propriedades da madeira que possibilitam o manuseio quando ele é aquecido. 

Além disso, o tipo de árvore permite aromas, sabores e que compostos de enxofre não permaneçam na mistura. 

Antes de ir para os barris, porém, a bebida é diluída até 63.5% e, então, é levada para a maturação. Esse processo cabe para whiskies que não envelhecem por muito tempo.

Para aqueles que vão envelhecer por mais tempo, como 30 ou 40 anos, por exemplo, é preciso que o teor alcoólico seja mais alto ou igual a 70%, pois o álcool evapora a cada ano, diminuindo essa porcentagem gradualmente.

Geralmente, para os whiskies escoceses pelo menos, esses barris já foram usados no envelhecimento de outras bebidas. Esse processo também influencia o sabor.

O jeitinho como o brasileiro consome whisky

O brasileiro é conhecido por suas misturas. Muitos pratos e drinks que vêm de fora, em algum momento sofrem alguma abrasileirada na forma como são concebidos.

Pizza de hot dog, temaki, sushi de banana, saquê com frutas, churros de goiabada e tantas outras iguarias internacionais, que em nosso território ganharam um nova cara, dividem espaço, também, com a forma como o whisky é consumido.

A bebida chegou aqui ainda na época do império, tendo sido feita a primeira importação do whisky escocês em 1850. Nos últimos anos, sobretudo jovens, passaram a consumi-lo com acompanhamentos que vão além do gelo.

Energéticos, gelo feito com água de coco e frutas como laranja, limão e maracujá costumam ser bastante comuns. Devido à larga extensão territorial do país, algumas outras opções acabam surgindo, sobretudo no norte e nordeste.

Em estados como Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, é comum mesclar cajuína, uma bebida feita à base de caju, com um tom amarelado, oriundo da caramelização do suco da fruta.

Mixologistas das terras tupiniquins também indicam a mescla do whisky tipo Blended Scotch com frutas ácidas, como maracujá, ameixa, tangerina, acerola ou nectarina. O importante é saber equilibrar o amargor com o doce das frutas.

Além das frutas bastante tropicais, há também especiarias como canela, baunilha e noz-moscada que ajudam a equilibrar o sabor e chegar na harmonização perfeita.

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